JUVENTUDE NENHUMA – O tipo normal Houve um tempo em que adaptávamos o jovem aos meios e instituições sociais. E assim achávamos que uma ocupação ou adaptação significava integração. Foi assim na escola, igreja, trabalho, etc. Hoje uma infinidade de valores sociais, próprio das sociedades complexas – consumo desenfreado, volatividade de condutas, pluralidade de valores e falta de valores à priori – apenas disfarçam que todos vivem em espírito de rebanho, anestesiados e vorazes por golpes físicos ou de pix para um escapismo da dura realidade. As relações sociais – leia-se família, escola, rede social – são a prova da impossibilidade de se crer na condição existencial do jovem, haja vista que na mínima brecha ou fissura do cotidiano notamos que a não vigilância opera como uma válvula de escape para seus medos, frustrações e traumas, espécie de licença para a desrazão ou ausência de comportamento ético, e muitos optam então por transgredir. Desta forma, quando não agem confo...
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JUVENTUDE NENHUMA - A NÃO-RAZÃO A intervenção ‘sempre atenta’ dos pais pode revelar uma fragmentação, inocorrência ou um atraso da habilidade de reflexão dos jovens ante ao surgimento da situação-problema. Explico: Se atente que, se a criança ao não ter o que fazer (e as vezes ela nem sabe que não terá o que fazer), desde muito cedo, recebe dos pais o alento antes do choro, o brinquedo antes de pedir, ou seja, sob o chavão do ‘não vai faltar nada pro meu filho’, ou ‘tudo o que eu não tive, meu filho terá’, ocorre que que acabamos por minar o querer espontâneo, ao mesmo tempo em que ceifamos a possibilidade de questionar o que falta naquele microcosmo infantil e a possibilidade de conviver com o vazio e suas possibilidades. Assim, a criança que nunca soube o que lhe falta(va) vai imaginar que o cosmo adolescente (e depois adulto) é um reflexo-grande do seu mundo do faz de conta infantil. Ou seja, o jovem-adolescente não tem como buscar nas suas matrizes ...
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JUVENTUDE NENHUMA – MEA CULPA Resistência e transformação se faz necessário ante a exigência social de generalização e submissão dos comportamentos, que desde muito cedo é praxe junto ao instituto social da normalização e construção do ser juvenil que hoje vemos: pessoa nenhuma. A caneta alienista é normalizadora (capitalista ou socialista), e prescreve uma vida sem contradições (sic, normal) e obrigatoriedade em se ‘estar ocupado’ (entretido – as vezes sob a alcunha de culturalmente) o tempo todo, como se o ócio ou canseira fosse um crime, quiçá doença ou vergonha alheia. Antes se possa conviver harmoniosamente com a angústia existencial (leia-se medo do futuro, da morte – angústia filosófica), que é fortalecedora do ser, mantenedora de espírito forte e inquietante, já se institui a angústia do ‘nada fazer’, ou seja, é como se se fosse proibitivo (ou até uma condenação) às crianças e aos jovens o tempo livre . Tempo livre para o nada fazer é o tempo da construção e percepção do eu...
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JUVENTUDE NENHUMA – loccus existencial Se se quiséssemos traçar um novo paradigma da juventude atual - ainda que fugíssemos da armadilha da normalização - resta um precário endereço existencial: juventude nenhuma. Em meio a depreciação da linguagem (dialetos e música), da atuação da microfísica do poder (poder por todo lado – sic, na mídia que o jovem idolatra e tem como primazia do mundo), da medicalização e normalização das diferenças, da institucionalização da violência, e da espetacularização dos prazeres, é previsível como consequência cartesiana uma crescente infelicidade clandestina , que aproxima a violência aos costumes da sociedade atual, com requintes de ethos existencial juvenil, decorando as paredes do quarto ou sentimentos mais profundos ao travesseiro. Não existe uma fórmula pra entender – e saber como proceder com - esse fenômeno, mas mostra-se possível uma compreensão (à partir do que aparece – e não do que se advinha, mistifica ou diagnostica) por a...
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NOSSA VIDA NÃO SE RESUME A CAGADAS! Isso mesmo, você que quase caiu da cadeira, não leu errado! A vida, definitivamente, não se resume a cagadas. Literalmente falando, nós passamos mais tempo de nossa vida sentados na privada do que pensando em nossa existência e sobre o sentido da vida (sic, se é que ele existe). E sim, estamos a desenvolver um texto de filosofia roots . Te peguei! Aqueles estudos sobre conhecimento (in)útil dizem que, se juntarmos todas as horas gastas defecando vamos passar aproximadamente 3 meses ‘obrando’, e nem 2 meses trepando – e pasmem, mais de 10 anos trabalhando! Sorry, as palavras ríspidas são necessárias para o seu espanto (atitude filosófica de primeiro nível para o mano Aristóteles). E se você pensou ‘ tamo fodido’, significa que a gente vai se foder mais do que vai foder!! É quase a porra de uma estação toda! Perderemos um verão inteiro de nossas vidas sentados na privada enquanto as pessoas se bronzeiam, escovam os dentes (outros que também nos l...
MITOLOGIA EM 10 MINUTOS - ATO#02: A sociedade, o mito e a religião
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