JUVENTUDE NENHUMA - A NÃO-RAZÃO A intervenção ‘sempre atenta’ dos pais pode revelar uma fragmentação, inocorrência ou um atraso da habilidade de reflexão dos jovens ante ao surgimento da situação-problema. Explico: Se atente que, se a criança ao não ter o que fazer (e as vezes ela nem sabe que não terá o que fazer), desde muito cedo, recebe dos pais o alento antes do choro, o brinquedo antes de pedir, ou seja, sob o chavão do ‘não vai faltar nada pro meu filho’, ou ‘tudo o que eu não tive, meu filho terá’, ocorre que que acabamos por minar o querer espontâneo, ao mesmo tempo em que ceifamos a possibilidade de questionar o que falta naquele microcosmo infantil e a possibilidade de conviver com o vazio e suas possibilidades. Assim, a criança que nunca soube o que lhe falta(va) vai imaginar que o cosmo adolescente (e depois adulto) é um reflexo-grande do seu mundo do faz de conta infantil. Ou seja, o jovem-adolescente não tem como buscar nas suas matrizes ...
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