JUVENTUDE NENHUMA – MEA CULPA Resistência e transformação se faz necessário ante a exigência social de generalização e submissão dos comportamentos, que desde muito cedo é praxe junto ao instituto social da normalização e construção do ser juvenil que hoje vemos: pessoa nenhuma. A caneta alienista é normalizadora (capitalista ou socialista), e prescreve uma vida sem contradições (sic, normal) e obrigatoriedade em se ‘estar ocupado’ (entretido – as vezes sob a alcunha de culturalmente) o tempo todo, como se o ócio ou canseira fosse um crime, quiçá doença ou vergonha alheia. Antes se possa conviver harmoniosamente com a angústia existencial (leia-se medo do futuro, da morte – angústia filosófica), que é fortalecedora do ser, mantenedora de espírito forte e inquietante, já se institui a angústia do ‘nada fazer’, ou seja, é como se se fosse proibitivo (ou até uma condenação) às crianças e aos jovens o tempo livre . Tempo livre para o nada fazer é o tempo da construção e percepção do eu...
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(In)Felicidade nas redes sociais - Parte 1/2: A posição pessimista.
Se lhe melhor apetecer veja o vídeo no meu canal: https://www.youtube.com/watch?v=D92K4LkmzoM Seria mesmo que todas as postagens nas redes sociais estariam ligadas apenas e tão somente a comportamentos “depressivos”, infelizes ou uma exteriorização/publicidade de pessoas completamente infelizes e que usam as redes sociais para suprir um vazio ou esconder a incompletude de seus dias? Creio que não. Primeiro não tenho como negar que de certa forma, e isso acaba nítido e diversas oportunidades, que muitas pessoas sim se super expõem talvez por algo do gênero, ou seja, querem mostrar o que não são, tentar passar um ideal de realidade que em nada se assemelha aos seus dias. Mas convenhamos também que generalizar esse comportamente também não se mostra nada acertado, pois, de contrário modo todos os que publicam nas redes seriam então infelizes e tal, inclusive aqueles que pensam desta forma: sim, já que vai generalizar, “teje” no meio! Desta forma, essas pessoas que tentam gene...
JUVENTUDE NENHUMA - A NÃO-RAZÃO A intervenção ‘sempre atenta’ dos pais pode revelar uma fragmentação, inocorrência ou um atraso da habilidade de reflexão dos jovens ante ao surgimento da situação-problema. Explico: Se atente que, se a criança ao não ter o que fazer (e as vezes ela nem sabe que não terá o que fazer), desde muito cedo, recebe dos pais o alento antes do choro, o brinquedo antes de pedir, ou seja, sob o chavão do ‘não vai faltar nada pro meu filho’, ou ‘tudo o que eu não tive, meu filho terá’, ocorre que que acabamos por minar o querer espontâneo, ao mesmo tempo em que ceifamos a possibilidade de questionar o que falta naquele microcosmo infantil e a possibilidade de conviver com o vazio e suas possibilidades. Assim, a criança que nunca soube o que lhe falta(va) vai imaginar que o cosmo adolescente (e depois adulto) é um reflexo-grande do seu mundo do faz de conta infantil. Ou seja, o jovem-adolescente não tem como buscar nas suas matrizes ...

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